Data proclamada pela OMS tem o objetivo de conscientizar sobre a saúde global, bem-estar físico, mental e social

Desde 1948, no dia 7 de abril, celebramos o Dia Mundial da Saúde. A data foi proclamada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) com o objetivo de conscientizar sobre a saúde global, bem-estar físico, mental e social.

Para o cardiologista Maurício Sperandio, a data funciona como uma estratégia da saúde pública: “Datas como essa funcionam como gatilho de atenção coletiva, aumentam a adesão às campanhas, facilitam a educação em massa e ajudam a pautar políticas públicas. Não muda o comportamento sozinho, mas amplifica intervenções que já têm evidência”.

Neste dia, ressaltamos como a população pode adotar hábitos mais saudáveis no dia a dia. Segundo o doutor Maurício, é simples, mas requer disciplina. “O erro comum é buscarmos estratégias sofisticadas sem fazermos o básico consistente”.

  • Sono adequado (7–8h)
  • Alimentação baseada em comida de verdade
  • Realizar atividades físicas regularmente (150–300 min/semana)
  • Controle de peso
  • Cessar tabagismo
  • Parar ou reduzir álcool
  • Manejo de estresse
  • Manutenção de vínculos sociais
  • Cultivo da própria espiritualidade

Grande parte das doenças crônicas não transmissíveis como doença cardiovascular, diabetes tipo 2, hipertensão, obesidade, DPOC e alguns cânceres (pulmão, colorretal, colo uterino), podem ser evitadas com medidas simples de prevenção. Além disso, doenças infecciosas preveníveis por vacina (influenza, HPV, hepatite B). “Uma estimativa que assusta muita gente: até 80% dos eventos cardiovasculares são preveníveis!”, afirma Maurício.

Investimento em atenção primária, saneamento, vacinação e educação em saúde reduz mortalidade evitável e aumenta expectativa de vida saudável. O maior impacto não está em tecnologia de ponta ou atendimentos especializados, mas em prevenção essencial e cuidado longitudinal. Países que priorizam atenção primária têm melhores desfechos com menor custo.

Por isso, a educação em saúde é central e basilar! Educação melhora literacia em saúde, aumenta adesão terapêutica e reduz comportamento de risco. Intervenções educativas bem estruturadas têm impacto mensurável em desfechos clínicos. Sem compreensão, não há mudança sustentada.

Nos últimos anos, a saúde mental tem ganho mais destaque por 3 fatores principais: aumento real de transtornos (ansiedade, depressão), maior reconhecimento diagnóstico e redução parcial do estigma. Soma-se a isso o impacto de redes sociais, isolamento e mudanças no estilo de vida. A carga global de doenças mentais já é uma das maiores de toda a história. E, infelizmente, em razão do estilo de vida frenético que estamos levando, tende a aumentar.

Doutor Maurício explica quais são os principais sinais de alerta para problemas emocionais e quando procurar ajuda. “Devemos estar atentos a humor deprimido persistente, perda de interesse em fazer até aquilo que mais gostamos (anedonia), alterações do sono e apetite, fadiga, irritabilidade, prejuízo funcional, isolamento, uso de substâncias e ideação suicida. É necessário buscar ajuda quando isso persiste por mais de 2 semanas, quando prejuízo funcional ou diante de qualquer ideação suicida — nesse caso, imediata”.

A rotina é a base da construção dos hábitos, boas rotinas criam bons hábitos. E bons hábitos levam a uma vida saudável. Uma rotina estruturada com atividade física, estímulo mental, interação social de qualidade e sono adequado reduz declínio funcional, depressão e risco de demência. Sedentarismo, tabagismo, abuso de álcool, isolamento, perda de sentido e propósito de vida são fatores críticos negativos.

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