A avaliação do projeto é contínua, com foco na conclusão dos cursos e na inserção imediata dos alunos no mercado
Com o intuito de capacitar jovens e adultos em tecnologia, inovação e empreendedorismo, conectando talentos locais ao mercado de trabalho e promovendo a inclusão digital, o município de Pato Branco, localizado no Sudoeste do Paraná, desenvolveu o projeto Pato Tech – Escola de Inovação. A avaliação do projeto é contínua, com foco na conclusão dos cursos e na inserção imediata dos alunos no mercado. A taxa mínima de conclusão prevista é de 80%, com acompanhamento da frequência e desempenho.
O programa oferta profissionalização em áreas como programação, robótica, cibersegurança, inteligência artificial e empreendedorismo, por meio de cursos gratuitos, presenciais e on-line. A iniciativa está estruturada em três fases. A primeira consiste na capacitação inicial, desenvolvendo habilidades técnicas e interpessoais. A segunda promove a inserção e o amadurecimento profissional, com ações como mentorias, indicação de alunos destaque para vagas em empresas parceiras e articulação de estágios e programas de trainee. A terceira fase, denominada Patotech Conecta, propõe uma rede de mentoria especializada para egressos, com suporte contínuo em planejamento de carreira, atualização profissional e incentivo ao empreendedorismo.
O responsável pelo projeto, Alisson Andrey Puska, relata que o programa gera impactos sociais, humanos e econômicos para o município. “Nós temos um impacto econômico para a administração pública, porque não estamos gastando nada para ministrar esses cursos. Estamos usando os recursos que temos para conseguir oferecê-los e fazer essa transformação. Então, tem o impacto social, o de formação de capital humano e o impacto econômico, porque conseguimos auxiliar a administração pública a não gastar nada para preparar esses jovens que querem transformar as suas carreiras.”
Fábio Favarim, professor da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), do Campus de Pato Branco, relata que, graças à iniciação robótica, os alunos que não sabiam nada terminam o curso com um robô funcionando e andando. “Vários cursos ofertados no projeto são coordenados por mim. São muitos, remotos e presenciais, como o curso de iniciação robótica para alunos do Ensino Médio. Os alunos começam sem saber nada e chegam ao final com o robô funcionando e andando.”
Com um modelo de financiamento colaborativo, o Patotech representa uma política pública educacional de impacto, que alia ensino gratuito, parcerias estratégicas e gestão pública. O seu diferencial está na capacidade de conectar educação, tecnologia e oportunidades reais, formando talentos preparados para os desafios do século XXI e transformando vidas por meio da inovação. O custo de implantação foi de R$ 5 mil.
Os bons resultados fizeram com que o projeto conquistasse o Troféu de 2º de Lugar de Desenvolvimento Econômico. Para o Prefeito de Pato Branco, Géri Natalino Dutra, é uma honra receber o prêmio. “É um orgulho, uma honra para o município de Pato Branco, que sempre teve essa identidade de vínculo com as questões de inovação. E o projeto apresentado nessa premiação foi justamente para isso: para levar inclusão e oportunidade para as pessoas fazerem parte desse mundo de inovação, principalmente com a inteligência artificial. Para que ele não seja uma coisa concentrada naqueles que já tem uma condição privilegiada.”
