A campanha promove a inclusão escolar e no mercado de trabalho, além de enfatizar a importância do respeito às diferentes formas de existência das pessoas autistas

Abril Azul é um mês dedicado à conscientização sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA). A campanha promove a inclusão escolar e no mercado de trabalho, além de enfatizar a importância do respeito às diferentes formas de existência das pessoas autistas. A 13ª edição do Prêmio Gestor Público Paraná (PGP-PR), realizada em 2025, contemplou uma série de iniciativas que trabalham com o TEA. Conheça-as:

Clínica Escola Juditha Paludo Zanuzzo (CETEA)

Para oferecer suporte clínico e pedagógico aos alunos diagnosticados com o Transtorno do Espectro Autista (TEA), o município de Cascavel, no Oeste do Paraná, desenvolveu o projeto Clínica Escola Juditha Paludo Zanuzzo, mais conhecida como CETEA. Com atendimentos multiprofissionais, a iniciativa beneficia 82 estudantes da rede municipal de ensino, que recebem os mesmos conteúdos dos demais alunos, mas em salas de aulas adaptadas com, no máximo, três alunos.

A escola dispõe de brinquedoteca, parque infantil, recursos tecnológicos e transporte escolar, garantindo condições adequadas de acesso e permanência. Seguindo os regimentos do Decreto nº 15.466/2021, a instituição está vinculada à Secretaria Municipal de Educação, por meio da Divisão de Educação Especial coordenada por Luciana Valquíria Nascimento, que explica o principal diferencial da iniciativa: “O trabalho realizado é promovido a partir de uma ficha de perfil, preenchida juntamente com os pais. Ela nos ajuda a conhecer a criança, o que ela gosta e não gosta de fazer, o que o pai já observou que acaba promovendo uma crise. Após isto, é desenvolvido um plano de educação individualizado, no qual a professora trabalhará o conteúdo de maneira adaptada para cada criança”.

Centro Multidisciplinar TEA

Para centralizar e qualificar os atendimentos aos alunos da Rede Municipal com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e seus familiares, o município de Assis Chateaubriand, localizado no Oeste do Paraná, criou o projeto Centro Multidisciplinar TEA. Desde o início das atividades, 12 crianças apresentaram evolução significativa, oito receberam alta nos atendimentos de fonoaudiologia e quatro nos de fisioterapia, comprovando a eficácia da atuação interdisciplinar da equipe.

Antes do projeto, os atendimentos pedagógicos e terapêuticos aconteciam em locais distintos, dificultando a integração entre os profissionais e o acompanhamento contínuo dos estudantes. Com a sua criação, os serviços passaram a ser ofertados em um único espaço físico, favorecendo o planejamento conjunto, a atuação interdisciplinar e a troca semanal de informações, com foco na superação antecipada de barreiras ao processo de escolarização.

Cannabis no SUS: Saúde em Mandaguari

Para oferecer alternativas terapêuticas seguras e eficazes para pacientes com condições clínicas de Epilepsia Refratária e Transtorno do Espectro Autista (TEA), o município de Mandaguari, no Norte Central do Paraná, criou o projeto Cannabis no SUS: Saúde em Mandaguari. Desde o início da dispensação de produtos à base de cannabis medicinal, a cidade atendeu 58 pacientes, com idades entre 3 e 73 anos. Entre eles, 43  tinham diagnóstico de TEA e 15 de Epilepsia Refratária.

A iniciativa foi criada para atender pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) que não apresentavam os resultados esperados com tratamentos convencionais. Diante do alto custo dos produtos à base de cannabis medicinal e da ausência de regulamentação local, foi elaborado um protocolo institucional para ofertá-los de forma gratuita. O Secretário Municipal de Saúde, Ademilson Gregório Machado, reforçou os resultados: “No início, acreditávamos que teríamos um resultado maior em relação às crianças de grau 3 do TEA, mas todas as crianças que os médicos prescrevem, têm resultados com esse tratamento”.

Ter um mês dedicado especialmente para debatermos sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA) é essencial para combater preconceitos e aumentar o entendimento da sociedade sobre o tema. Afinal, quando ele é debatido abertamente, inverdades são desconstruídas e as pessoas autistas passam a ser mais respeitadas, compreendidas e incluídas em ambientes como a escola e o trabalho. Além disso, a informação ajuda às famílias no processo de identificação dos sinais logo na primeira infância, contribuindo para o diagnóstico precoce e intervenções que melhoram a qualidade de vida.

Também é importante porque promove inclusão e dá voz às pessoas autistas, valorizando as suas diferenças e potencialidades. Ao ampliar o debate, a sociedade se torna mais preparada para adaptar espaços e garantir direitos, incentivando políticas públicas e atitudes mais empáticas. Assim, falar sobre o autismo é um passo fundamental para construir um mundo mais justo e acolhedor para todos.

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