250 professores e servidores foram certificados com cursos de Libras
Para promover a inclusão e garantir o direito à comunicação aos estudantes surdos ou com deficiência auditiva, o município de Apucarana, localizado no Centro-Norte do Paraná, criou o projeto Libras nas Escolas. Foi implantada a Língua Brasileira de Sinais como disciplina obrigatória nas escolas municipais, beneficiando diretamente alunos do Ensino Fundamental I, profissionais da educação, familiares e membros da comunidade. Entre professores e servidores, foram concedidas 250 certificações no curso de Libras.
Para garantir o atendimento individualizado, o programa também contou com o apoio de intérpretes de Libras em sala de aula e com o suporte da Gerência de Apoio Psicopedagógico. O superintendente pedagógico Pablo da Costa Silva afirma que, graças ao projeto, a inclusão acontece de fato: “Nós temos a inclusão da Libras do 1º ao 5º ano. Isso é muito positivo. Os alunos podem se comunicar e, além disso, desenvolvem ações de inclusão”.
Rute Rossetto, intérprete e professora de Libras e integrante da comunidade surda, comenta que a iniciativa é de grande valia para o município: “Isso concede direito ao cidadão surdo. A criança sai da escola com condições de se comunicar com uma pessoa surda. Ela sai bilíngue, ou seja, é um curso profissionalizante já nos anos iniciais. Isso é de grande valia para o município”.
Outro ponto central na execução do projeto é o envolvimento da comunidade escolar e das famílias, com a oferta de cursos gratuitos de Libras voltados aos pais, responsáveis e membros da comunidade em geral. Essa estratégia amplia a rede de comunicação acessível. Para a implantação do projeto, foram investidos R$ 55 mil.
Os bons resultados fizeram com que o projeto conquistasse o Certificado de Reconhecimento de Educação. Rodolfo Mota da Silva, Prefeito de Apucarana, compartilha sua alegria de receber o prêmio. “É uma alegria ter inscrito esse projeto de libras nas escolas e ver o reconhecimento do Prêmio Gestor Público Paraná. São 36 escolas municipais, que nós levamos essa maneira de inclusão. Semanalmente, esses alunos aprendem os sinais de libras. E podem também pensar e fazer uma reflexão sobre a inclusão das pessoas surdas. Com essa iniciativa, temos espalhada por toda cidade crianças que conseguem se comunicar, ajudar e auxiliar o dia-a-dia de uma pessoa que está em um atendimento médico, no guichê de um banco ou em uma apresentação cultural. Então essas crianças, além de aprender os sinais de libras, se tornam multiplicadores dessa inclusão e do acolhimento das pessoas surdas. Então é uma alegria poder participar desse prêmio”.
