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Certificado de Reconhecimento

Dinossauros e Pterossauros de Cruzeiro do Oeste

Ano / Edição: 2020
Município: Cruzeiro do Oeste
Função de Governo: Educação

Diagnóstico

A cidade de Cruzeiro do Oeste no noroeste do Paraná, Brasil, tornou-se conhecida no meio paleontológico a partir do ano de 2012 com a descoberta de uma população de pterossauros e do ano de 2014 em que o primeiro pterossauro paranaense, o Caiuajara dobruskii, que foi grandemente repercutida na mídia por meio da coletiva de imprensa realizada na Universidade do Contestado em Mafra no estado de Santa Catarina. A Prefeitura Municipal de Cruzeiro do Oeste, desde o início deste processo em 2012, tomou as iniciativas necessárias para garantir a proteção deste patrimônio de modo que não houvessem riscos de dispersão ou perda irremediável dos fósseis, em benefício de instituições acadêmicas de fora da cidade e em detrimento do interesse maior da comunidade local e regional. Assim é que, desde as primeiras coletas em campo, com o material retirado nas escavações sendo levado para Universidade Catarinense para preparação e pesquisa, foram acertados acordos para assegurar o retorno dos fósseis ao seu local de origem a partir de quando houvesse na cidade espaço físico adequado para guarda, curadoria e pesquisa. Em janeiro de 2013, no segundo campo no sítio paleontológico de Cruzeiro do Oeste, a prefeitura municipal teve a preocupação de indicar a historiadora Neurides Martins para trabalhar nas escavações e acompanhar todo processo in loco no sítio paleontológico e também os trabalhos de pesquisa em Mafra, Santa Catarina na Universidade do Contestado, sendo este, um dos fatos que corroboraram para o retorno dos fósseis. Com os fósseis novamente em seu local de origem a prefeitura municipal de Cruzeiro do Oeste providenciou o laboratório de paleontologia que foi vinculado ao já existente museu histórico da cidade. Com a instalação do laboratório foi possível a descoberta do primeiro dinossauro do estado do Paraná, o Vespersaurus paranaensis. A partir de então a prefeitura municipal prosseguiu fechando acordos com instituições de ensino superior do estado Paraná, como por exemplo, o acordo fechado com a Universidade Estadual do Paraná (UEM) em outubro de 2015 para a pesquisa da geologia do sítio paleontológico. Em julho de 2018 a Prefeitura Municipal de Cruzeiro do Oeste por meio da historiadora Neurides Martins e do geólogo Paulo Manzig, foi feito acordo com a Universidade São Paulo, (USP), campus de Ribeirão Preto, para que fosse iniciada a descrição do dinossauro e por consequência, a escrita do artigo científico que posteriormente foi publicado na Scientific Reports, do grupo Nature, em 26 de junho de 2019 quando ocorreu a coletiva de imprensa que resultou em grande repercussão nacional e internacional. Assim, Cruzeiro do Oeste entrou definitivamente na rota da paleontologia mundial e prossegue sendo de extrema importância nos estudos paleontológicos que se seguem na atualidade. A partir desse contexto o Museu de Paleontologia de Cruzeiro do Oeste foi criado pela Lei Municipal Nº 007/2019 aos dois dias do mês de abril de 2019 e inaugurado aos dezenove dias do mês de julho de 2019 em cerimônia que contou com a presença de várias autoridades do estado do Paraná entre outros. Desde então o Museu de Paleontologia de Cruzeiro do Oeste tem sido fundamental nos estudos e pesquisas referentes aos fósseis do sítio paleontológico do município, onde por exemplo, foram realizados os estudos, análises e pesquisas necessárias para a publicação do primeiro dinossauro do estado entre outras espécies que virão a ser reveladas. Assim, o Museu de Paleontologia de Cruzeiro do Oeste se figura como peça fundamental no cenário científico indo além da paleontologia sendo essencial nas áreas de artes, pedagogia, biologia, física, química, etc. Portanto, a diretoria do museu junto da Prefeitura Municipal está constantemente em busca de novos recursos para que o Museu de Paleontologia possa seguir seu importantíssimo trabalho científico, tanto no campo das pesquisas como no campo social sendo fonte de acesso à ciência para os inúmeros visitantes municipais, regionais, nacionais e até mesmo internacionais. Atualmente o Museu de Paleontologia de Cruzeiro do Oeste está instalado do antigo fórum do município cedido para a Prefeitura Municipal pelo estado do Paraná durante o período de trinta anos a contar de 2013 por cessão de uso. Há assim, portanto, a expectativa de que futuramente sejam construídas novas instalações para o museu que sejam pertencentes à prefeitura do município de Cruzeiro do Oeste.

Descrição

Uma coleção de mais 600 peças excepcionalmente preservadas, entre fósseis de pterossauros, dinossauros, o primeiro registro de planta fóssil do cretáceo da região e o primeiro dinossauro do Paraná, o mais completo e bem preservado dinossauro do Brasil da família dos terópodas, com 40% do esqueleto encontrado e único no mundo com essa especificidade, encontram-se hoje no Museu de Paleontologia de Cruzeiro do Oeste, criado no de 2019 com o objetivo de fixar os fósseis de Cruzeiro do Oeste na sua região de origem e promover o desenvolvimento de atividades ligadas à educação e turismo. O laboratório de paleontologia mantido pela Prefeitura Municipal desde 2015 e hoje anexado ao Museu foi equipado com equipamentos doados pela Universidade Paranaense, UNIPAR, equipamentos estes que permitiram o início da realização de pesquisas na própria cidade, favorecendo principalmente estudantes da região. Em pouco menos de quatro anos os trabalhos desenvolvidos por esta iniciativa de fazer pesquisa científica em uma pequena cidade do interior paranaense, culminaram na mais importante descoberta da paleontologia paranaense, o Vespersaurus paranaensis. Esta descoberta foi feita graças à prefeitura do município através da pesquisadora e responsável pelo laboratório de paleontologia Neurides Martins e do acordo firmado com a Universidade de São Paulo (USP) que trouxe a essencial parceria com o pesquisador Max Langer, sendo os dois os principais responsáveis pela descrição e publicação do material encontrado assim como pelas pesquisas laboratoriais. Portanto, o primeiro dinossauro do Estado Paraná é de Cruzeiro do Oeste! Esta sensacional descoberta em um curto espaço de tempo promoveu a inauguração do Museu de Paleontologia de Cruzeiro do Oeste, e a determinação da municipalidade de fazer desta oportunidade única um vetor para o desenvolvimento da atividade turística na cidade e na região Noroeste do Paraná, atraindo público de todas as idades, mas principalmente estudantes de escolas públicas e privadas.

Objetivos

Gerais:

Promover um trabalho inédito de educação científica em paleontologia no estado do Paraná, preferencialmente em cidades da região noroeste e capital, apoio nos fósseis de pterossauros e dinossauros encontrados em Cruzeiro do Oeste PR, visando formar uma consciência na opinião pública do valor patrimonial que isto representa, e paralelamente, dar visibilidade na mídia ao Museu de Paleontologia de Cruzeiro do Oeste e aos trabalhos de pesquisa que estão sendo desenvolvidos desde 2012, favorecendo iniciativas públicas para o desenvolvimento do turismo científico e educacional na cidade e na região, a partir da manutenção e melhoria do Museu e também da reabertura das escavações no sítio paleontológico do município.

Específicos:

Desenvolvimento de pesquisas do material fóssil já depositado no Museu de Paleontologia de Cruzeiro do Oeste, tanto os já publicados quanto os que esperam a devida preparação.

Metas a atingir:

Com o museu de Paleontologia bem estruturado na cidade, espera-se expandir essa visitação para atingir outros públicos, incluindo turistas em trânsito pela região, potencializando o aparecimento natural de atividades econômicas no seu entorno tais como hotelaria, gastronomia, comércio de artesanato e turismo de entretenimento rural e ecológico. Também espera-se que o museu contribua para capacitação de pessoal em Cruzeiro do Oeste e região para mediação de visitações e atividades de pesquisa em diversas áreas, envolvendo as comunidades locais na defesa de seu patrimônio paleontológico. A expansão do museu e o desenvolvimento do turismo na cidade de Cruzeiro do Oeste com os seus respectivos efeitos multiplicadores, deverá dar continuidade ao envolvimento de artistas plásticos paranaenses para reconstituição paleoartística de ambientes e animais pré-históricos, favorecendo o surgimento de uma indústria de artesanato temático integrada do turismo científico, educativo e cultural. Museus bem estruturados movimentam a economia local e podem funcionar como vetores de desenvolvimento regional, induzindo o crescimento de outras atividades ainda não exploradas convenientemente, como o turismo, por exemplo. Também espera-se a reabertura das escavações do sítio paleontológico a fim de extrair novos fósseis que poderão futuramente ser analisados e preparados e, possivelmente revelar novas espécies que serão estudadas, descritas e publicadas em revistas científicas. A reabertura das escavações providenciará a realização de estudos, tafonômicos que mostrarão como esses indivíduos ali morreram, e de estudos que revelarão as reconstituições dos paleoambientes e paleocologia do sítio paleontológico, além de providenciar o material necessário para que seja finalizada a reconstituição do já descoberto e publicado Vespersaurus paranaensis.

Cronograma

Físico:

2012 - 2014: Escavações 2015 - 2016: Instalação de um laboratório de paleontologia na cidade 2017 - 2018: pesquisa científica em Cruzeiro do Oeste envolvendo UEM, USP e Laboratório de Paleontologia de Cruzeiro do Oeste 2019: divulgação do primeiro dinossauro do Paraná e criação do Museu de Paleontologia 2020: Atendimento ao público com visitas e atividades diversas e retomada das escavações 2021: início previsto para construção de uma sede moderna para o museu

Financeiro:

2012 - 2014: despesas patrocinadas por instituições de fora 2015 - 2016: R$ 15.000,00 2017 - 2018: R$ 45.000,00 2019: R$ 60.000,00 2020: R$ 100.000,00

Orçamento:

Pessoal R$ 185.000,00 Manutenção do Laboratório: R$ 30.000,00 Manutenção do Museu: R$200.000,00

Beneficiários Diretos:

Alunos e professores do Ensino Fundamental, Médio e Superior provenientes, principalmente de escolas e demais instituições de ensino situadas no entorno de um raio de 500 km; alunos de graduação e pós-graduação; adultos interessados em paleontologia e dinossauros, e turistas em trânsito pelas rodovias da região em direção ao polo turístico de Mato Grosso do Sul e Salto del Guairá. .

Beneficiários Indiretos:

A população de Cruzeiro do Oeste que com a implantação de estruturas previstas para o atendimento da demanda de visitantes, como a expansão do museu e futura instalação de um novo museu, usufruirá dos benefícios colaterais das atividades periféricas que naturalmente se instalam ao redor de iniciativas como esta, considerando que dinossauros tem um grande apelo popular.

Resultados:

Mesmo sem ter havido ainda nenhuma divulgação sistemática sobre os fósseis o Museu de Paleontologia de Cruzeiro do Oeste já vem atendendo a uma demanda de visitantes interessados em conhecer os pterossauros e dinossauros, sobretudo de escolas do Ensino Fundamental, Médio e instituições de Ensino Superior de cidades próximas. Desde 2014 quando se apresentou o pterossauro Caiuajara, e principalmente com a divulgação do Vespersaurus paranaensis, o primeiro dinossauro do Paraná, em coletiva de imprensa realizada em junho de 2019 na cidade de Maringá as descobertas de Cruzeiro do Oeste tiveram ampla repercussão na mídia, tanto a mídia regional, nacional quanto a internacional. Cabe destacar a conceituada revista NATIONAL GEOGRAPHIC, que por duas vezes já publicou artigos referindo-se aos fósseis desta cidade paranaense. Outras mídias como o Jornal Nacional entre outros poderão ser conferidas nos links anexados. Cabe também citar que a importantíssima descoberta do primeiro dinossauro do Paraná foi essencial e pontual para a fundação do Museu de Paleontologia de Cruzeiro do Oeste, a instituição responsável por guardar e preservar esse importante material fossilífero, no ano de 2019 através da Lei Municipal Nº 007/2019.

Anexos

Documentos Anexados:

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